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22 de dezembro de 2010

Dilma define a composição dos dois últimos Ministérios

Quase dois meses depois de eleita presidente da República, Dilma Rousseff concluiu nesta manhã (22/12) a composição dos ministérios do seu governo. Agora há pouco, por meio de nota divulgada no Centro Cultural Banco do Brasil – sede do governo de transição –, a petista anunciou os últimos dois: Ministério do Desenvolvimento Agrário, que será chefiado pelo deputado eleito Afonso Florence (PT-BA), e Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que será comandada pela deputada Iriny Lopes (PT-ES).

Agora, as 37 pastas estão preenchidas. No total, Dilma nomeou nove mulheres, o que representa 24% do total.Iriny Lopes (PT-ES) já era cotada para assumir a vaga. Ela integra a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e foi indicada, em março de 2005, a primeira mulher a presidir a comissão, com apoio dos movimentos sociais.

A deputada defende os direitos de comunidades tradicionais como índios, quilombolas e militantes de direitos humanos. Já o deputado eleito Afonso Florence desbancou a petista Lúcia Falcón no MDA. Ela é secretária do Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano de Sergipe e contava com o apoio dos governadores de Sergipe, Marcelo Deda (PT), e da Bahia, Jaques Wagner (PT).

Fonte: CorreioWeb

10 de novembro de 2010

Dilma Rousseff chega a Seul para reunião do G-20


Dilma Presidente Eleita   (Foto: Francisco Stuckert)
A presidente eleita Dilma Rousseff (PT), embarcou nesta segunda-feira (8) para a Coréia do Sul, onde participará do G-20 junto com os demais presidentes de países do grupo. Ela parte de São Paulo com destino a Frankfurt, na Alemanha, onde fará conexão para Seul.

Antes de partir para Coréia do Sul, Dilma convocou uma reunião em sua casa com o vice-presidente eleito Michel Temer e três coordenadores da sua transição. No encontro, Dilma dará as coordenadas sobre como o trio e o vice deverão conduzir as conversas das mudanças no governo que foram traçadas sob tutela do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Porém hoje o Diário Oficial da União publicou a lista de mais 13 nomeados para trabalhar na transição do governo Luiz Inácio Lula da Silva para o da presidente eleita, Dilma Rousseff: Sinval Alan Ferreira Silva, Ana Lúcia Ferreira dos Santos, Enio Alves Vieira Filho, Georgina Fagundes, Jorge Luiz de Lima, Marcia Westphalen, Roberto Franca Stuckert Filho, Arilson Cavalcante Pereira, Christiane Araujo de Oliveira, Valdecir da Silva Ribeiro, Hildivan Freitas Ribeiro, Thais Beserra de Andrade e Vanessa Rossana Vieira Maia. Outros sete já tinham sido nomeados na segunda-feira: Clara Ant, Giles Carriconde Azevedo, Helena Maria de Freitas Chagas, Paulo Leonardo Martins, Marly Ponce Branco, Cleonice Maria Campos Dornelles e Anderson Braga Dornelles. Ao todo, 50 pessoas devem integrar o grupo de transição.

Dilma chegou a Seul no início da tarde desta quarta-feira (10), por volta de 1 da manhã, hora de Brasília. Ela participa da reunião que começará amanhã, na condição de convidada do governo sul-coreano, onde o  presidente Lula aproveitará a reunião do G-20 para apresentá-la aos governantes das nações mais ricas do mundo.

Segundo o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, que também participará da reunião, o G-20 é importante porque cada um dos chefes de Estado e de governo poderá expressar o seu descontentamento com a guerra cambial vivida hoje no mundo. Para ele, os países disfarçam o protecionismo às suas moedas, ao desvalorizá-las, o que poderá provocar uma quebradeira global.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará nesta quinta feira para participar da reunião do G-20, e se encontrará com Dilma. Eles voltarão ao Brasil na sexta-feira, no Airbus 319 da Presidência, também conhecido por Aerolula.

Por: Francisco Stuckert

Fonte: Estadão

3 de novembro de 2010

Dilma anuncia integrantes da equipe de transição de governo



Dilma Rousseff anuncia nome dos integrantes da
 equipe de transição ao presidente Lula
Foto: Francisco Stuckert

Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira os integrantes da coordenação política da equipe de transição de governo que começam a trabalhar dia 8 de novembro. Segundo nota da assessoria de imprensa são eles o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB), José Eduardo Dutra presidente do PT e os deputados Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Cardozo (PT-SP).
O nome de todos os integrantes, inclusive os da equipe técnica não foram divulgados, mas enviados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A presidente eleita afirmou em entrevista ao Jornal Nacional, a escolha dos ministros e dos cargos da alta administração seguirão critérios técnicos e políticos. Sua primeira ação será reunir os governadores eleitos para discutir temas das áreas de saúde e segurança.
Por: Francisco Stuckert

Fonte: Yahoo e Estadão

1 de novembro de 2010

Primeira reunião de transição de governo

Foto: Francisco Stuckert                                 
Dilma e Palocci conversam sobre transição


A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT) discutiu hoje pela manhã com a coordenação política de sua campanha sobre sua agenda para os próximos dias e a transição de governo.

 A expectativa é que a equipe seja anunciada na próxima quarta-feira, tendo como coordenador político o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o ex-ministro Antonio Palocci, como coordenador técnico.

Dilma conta com verba de R$ 2,8 milhões e poderá contratar 50 funcionários para o governo de transição, e um grupo de trabalho formado por 30 servidores de vários órgãos criados pelo Ministério do Planejamento.

 Este grupo ficará responsável por fornecer informações necessárias sobre o governo federal. A partir dessas informações, será formada a agenda dos 120 dias, que tem por finalidade garantir que a presidente não seja surpreendida por prazos, dando continuidade a ações em andamento. O governo de transição será instalado no Centro Cultural Banco do Brasil.

Segundo seus assessores, Dilma deve tirar uma folga a partir desta terça-feira até sábado, no Rio Grande do Sul. No fim de semana voltará a Brasília para acompanhar a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem à África.

Dilma recebeu ontem, telefonemas de lideres internacionais parabenizando-a pela vitória, entre eles o presidente da França, Nicolas Sarkozy, presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, além do candidato José Serra que a congratulou pela vitória nas eleições.

Serra aproveitou para apaziguar o clima de confronto eleitoral. “Daqui para a frente será só diálogo, e superar qualquer situação que possa ter ocorrido durante a campanha”.

Hoje, recebe assessores em sua residência no Lago Sul. Além de Dutra e Palocci, estarão presente Marco Aurélio Garcia (coordenador do programa de governo e assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais), e o assessor Giles Azevedo que está cotado para ser seu chefe de gabinete.


Por: Francisco Stuckert
Fonte: G1, Terra, Estadão e Folha

“Sim, a mulher pode!”

Dilma e Michel Temer em coletiva (Foto: F. Stuckert)

Dilma Vana Rousseff, 62 anos, foi eleita neste domingo (31/10) a primeira mulher Presidente da República.  Com 99,99% das zonas eleitorais apuradas, a petista recebeu 55.752.508 votos válidos; 56,05% dos 99.463.858 eleitores confiaram seus votos a uma mulher.
Na campanha eleitoral, Dilma contou com o engajamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo registrou recordes de aprovação – na pesquisa Datafolha do último dia 27, a avaliação positiva do governo alcançava 83%.
Em um pronunciamento às 20h13, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, anunciou oficialmente a vitória da candidata do PT.
O local escolhido para o pronunciamento da vitória foi tomado por militantes petistas e jornalistas. Vários apoiadores estiveram presentes: Zé Dirceu, o ator José de Abreu, Marta Suplicy (eleita senadora – PT/SP), o reeleito governador da Bahia, Jaques Wagner, o presidente do Senado Federal, José Sarney, Magela (reeleito deputado federal), o então eleito governador do Distrito Federal com mais de 66% dos votos válidos, Agnelo Queiroz.
Na ocasião o humorista do Programa “CQC” da Rede Bandeirantes de Televisão, Danilo Gentili foi impedido por seguranças de entrar no hotel para cobrir o evento.
A presidente afirmou que “o primeiro compromisso” está em “honrar a mulher”.
 O meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras para que esse fato até hoje inédito se transforme num evento natural e que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis e nas entidades representativas de toda a nossa sociedade”, afirmou.
 “A igualdade de oportunidades entre homens e mulheres é um princípio essencial da democracia”.  Principalmente, por ter sido por uma decisão democrática do eleitor.
Se emociona ao agradecer o apoio do Presidente Lula em sua candidatura.
 “Agradeço muito especialmente e com emoção ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos esses anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país e por sua gente. A alegria que eu sinto hoje pela minha vitória se mistura com a emoção de sua despedida. Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo, de cada um de nós. Baterei muito à sua porta e tenho certeza e confiança que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade.”
Após o discurso, Dilma Rousseff seguiu para o Palácio da Alvorada. Lá a comemoração ficou por conta do Presidente Lula e de lideranças partidárias.

Festa na Esplanada dos Ministérios
Militantes comemoram vitória petista
(Foto: F. Stuckert)
Já na Esplanada uma grande estrutura foi montada para a comemoração da vitória do PT em Brasília.
O gramado foi tomado por mais de sete mil pessoas de várias cidades do Distrito Federal. De acordo com a Polícia Militar, nenhuma ocorrência de briga foi registrada.
 O governador eleito, Agnelo Queiroz subiu ao palco por volta das 23horas. O público petista vibrou com o discurso do novo governador, que também referenciou a Presidente da República eleita.
A festa contou também com a presença de líderes petistas, mas Dilma não compareceu. Cristovam Buarque (PDT/DF) reeleito senador, em discurso parabenizou a chapa Um Novo Caminho.

Por: Equipe Executora

Primeiro pronunciamento de Dilma

Dilma no seu primeiro pronunciamento (Foto:Francisco Stuckert)


Em seu pronunciamento após a vitória, Dilma Rousseff (PT)  destacou o fato de ser a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Agradeceu aos brasileiros e brasileiras por esse momento. Falou que a igualdade de oportunidade entre homens e mulheres é um princípio essencial da democracia. Prometeu respeitar a Constituição.  "Vou zelar pela mais ampla liberdade de imprensa e pela mais ampla liberdade de culto", afirmou Dilma Rousseff.
Destacou ainda, as realizações do governo Lula e falou de sua campanha. Segundo ela o que mais lhe deu confiança e esperança, ao mesmo tempo, foi à imensa capacidade do povo de agarrar uma oportunidade, por menor que seja para com ela construir um mundo melhor.
Após o pronunciamento, Dilma seguiu acompanhada do ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, José Eduardo Dutra, presidente do PT e do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel direto para o Palácio da Alvorada, onde comemorou a vitória com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e políticos aliados. 
Com a vitória, Dilma se junta a outras 17 líderes na lista de mulheres no poder.

"Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: sim, a mulher pode", disse Dilma Rousseff.
Por: Equipe executora

31 de outubro de 2010

Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher Presidente no Brasil

Dilma Presidente em sua primeira coletiva (Foto: Francisco Stuckert)

 
Apuração dos votos nos estados - Suélem Santos, Aleci
Dourado e Renata Moreira (Foto: F. Sruckert)

O Blog – Ascensão da Mulher na Política acompanhou toda a apuração dos votos diretamente do Naoum Plazza Hotel, em Brasília, neste domingo (31/10).
Até o momento 98,18% das urnas foram apuradas, e Dilma Rousseff (PT) já pode ser considerada Presidente da República, com quase 56% dos votos válidos.

O saguão de entrada do hotel foi tomado por militantes que comemoravam a evidente vitória da candidata petista. Movidos pela emoção entoaram brados em nome de Dilma Rousseff, que foi cantado com grande fervor e paixão por aqueles que tanto desejaram sua ascensão como a primeira mulher Presidente do Brasil.


Jornalistas aguardam inicio do pronunciamento da presidente
(Foto: F. Stuckert)
A equipe executora teve o prazer de fazer a cobertura desse momento histórico para o Brasil. No comitê de imprensa encontravam-se jornalistas da imprensa nacional e internacional, tais como Agência Reuters, France Press e AFP, além dos jornais The New York Times e Lemon; da imprensa brasileira estava presente: O Globo, Folha, Correio Braziliense, Estadão, Revista Istoé, Veja, Uol.com; G1, R7, Terra, IG. Das TVs: BBC de Londres, CNN, Globo, Record, SBT, TV Câmara, TV Senado, Rede Bandeirantes e Rede TV, Rádio CBN, Transamérica, JovemPan, Executiva.


 Cobertura
Enquanto esperávamos pela coletiva da presidente eleita, Renata Moreira e Aleci Dourado entrevistaram apoiadores da candidata. Na ocasião o Deputado Magela (PT/DF) falou sobre a importância da mulher, destacando-a como o grande símbolo dessas eleições.
No saguão de entrada, Aleci Dourado acompanhou a chegada de lideranças de Dilma. O local foi tomado por jornalistas que queriam depoimentos sobre a vitória petista. Vários personagens puderam ser registrados nesse momento, alguns deles foram: José Dirceu; José de Abreu; a senadora Marta Suplicy; presidente do Senado, José Sarney; o Vice-Presidente Michel Temer; o Governador da Bahia, Jaques Wagner; senador Cristovam Buarque; entre outros que podem ser conferidos na “Galeria de Fotos” desse blog.
Já no comitê, a apuração dos votos nos estados foi acompanhada por Suélem Santos. Sugestões de pautas, clipping, edição de texto e postagens foram realizadas antes do pronunciamento de Dilma. Seu discurso foi gravado e utilizado para realização de matérias do blog “Ascensão da Mulher na Política”. 

Fotojornalista Francisco Stuckert
(Foto: Renata Moreira)

Uma das dificuldades encontradas pelo fotojornalista Francisco Stuckert foi o posicionamento na hora da coletiva. Pelo número de cinegrafistas e fotógrafos o espaço tornou-se pequeno. Foi preciso subir em uma cadeira para as imagens serem feitas.  
 “Fiquei ao lado esquerdo do palanque embora o melhor teria sido o direito, a única alternativa foi subir em uma cadeira para o registro das imagens.”


Dilma vota em Porto Alegre acompanhada do governador eleito Tarso Genro


Foto: Nilton Varques / Ag Freelancer                                 
Dilma vota em Porto Alegre com Tarso Genro

A candidata Dilma Rousseff (PT) votou neste domingo em Porto Alegre na Escola Estadual Santos Dumont. Ela estava acompanhada do governador eleito do Rio Grande do Sul Tarso Genro, que vota na mesma escola.
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou no Colégio João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia.
Antes de votar Dilma conversou com os repórteres, e afirmou que se eleita governará para todos os brasileiros sem exceção.
No ABC paulista, Lula cumprimentou eleitores, pousou para fotos com crianças e ganhou de presente do programa humorístico “CQC”, da Rede Bandeirantes de Televisão, um pijama e um par de chinelos com o brasão do Corinthians.
Depois de votar, Dilma deve viajar para Brasília para acompanhar o desenvolvimento da apuração junto ao presidente Lula.
Segundo as pesquisas, a petista é a favorita para vencer o pleito, com cerca de 10% de vantagem sobre o tucano Serra, o que a tornaria a primeira mulher a governar o Brasil.
Por: Renata Moreira
Fonte: Radar Político/Estadão

29 de outubro de 2010

Último dia para realização de debates e propaganda eleitoral gratuita


Foto: José Patrício/AE


De acordo com o calendário eleitoral, hoje (29/10) é o último dia para a realização da propaganda eleitoral gratuita e realização de debates. A dois dias do segundo turno, os candidatos se preparam para a última apresentação.

Dilma e Serra prometem baixar a temperatura da disputa hoje na TV Globo, onde será realizado o último debate. Dilma deve seguir uma estratégia diferente da seguida nos outros debates do segundo turno. A candidata deve atacar nada ou muito pouco, mostrar simpatia e se manter na linha propositiva, sua principal preocupação de é identificar e barrar boatos e imprevistos.

De acordo com o Ibope na reta final do segundo turno Dilma abre 14 pontos de vantagem sobre Serra. O principal avanço de Dilma se deu entre as mulheres que passou de 7 para 12 pontos em uma semana.

Por: Francisco Stuckert

Fonte: Estadão e folha online

28 de outubro de 2010

Segundo Marina a campanha de Dilma aderiu mais ao seu plano de governo


                                                                                                                             Foto: Thays Cabette
Marina Silva em entrevista

Marina Silva (PV), terceira colocada na eleição presidencial, reafirmou durante convenção em São Paulo que se manteria neutra no segundo turno na disputa eleitoral.

Em entrevista ao programa "É Notícia", apresentado pelo repórter e colunista da Folha.com, Kennedy Alencar, quando questionada sobre qual candidato respondeu mais aos seus ideais no segundo turno, a ex-presidenciável afirmou que “houve um acolhimento um pouco maior por parte da candidatura Dilma Rousseff” e comentou ainda a promessa do candidato José Serra (PSDB) de aumentar o salário mínimo para R$ 600, caso seja eleito.

Por: Francisco Stuckert
Fonte: folha online

20 de outubro de 2010

Mulheres governam apenas 14 países do mundo, diz ONU

A possibilidade de se tornar uma chefe de Estado ou de governo ainda é rara para as mulheres na maioria dos países. Apenas 14 mulheres em todo o mundo estão nessa posição atualmente, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira (20), em Nova York (EUA).

    Nos últimos 15 anos, a partipação das mulheres como chefes de Estado ou governantes não mostrou aumento expressivo: em 1995 havia 12 mulheres nessa posição e em 2009 o número passou para 14. Nesse período, exemplos notáveis incluem a eleição de mulheres para governos ou chefes de Estado na Islândia (Jóhanna Sigurðardóttir) em 2009, no Haiti (Michele Pierre-Louis) e na República da Moldávia em 2008, na Argentina (Cristina Kirchner), Índia (Pratibha Patil) e Ucrânia (Yulia Timoshenko) em 2007, no Chile (Michelle Bachelet) em 2006 e na Alemanha (Angela Merkel)e na Libéria (Ellen Johnson Sirleaf) em 2005.

    Em um ranking divulgado este mês pela revista americana Forbes, Angela Merkel, chanceler da Alemanha, aparecia como a quarta mulher mais poderosa do mundo --atrás de Michele Obama, primeira-dama dos Estados Unidos, considerada a mais poderosa.

    A média de poder feminino também é baixa nos ministérios em todo o mundo, onde, em média, apenas um em cada seis ministros é do sexo feminino (17%), segundo registro de 2008. O número é baixo, mas representa um avanço perto dos 8% registrados em 1998.


    Parlamento

    Embora as mulheres constituam cerca da metade do eleitorado e tenham conquistado o direito de votar e ocupar cargos em quase todos os países do mundo, elas também continuam sendo sub-representadas nos parlamentos nacionais.

    Nos últimos anos, houve uma melhora lenta e constante na representação das mulheres nos parlamentos nacionais em todo o mundo. Em 1995, as mulheres ocupavam uma média de 10 % das cadeiras das câmaras -- este valor aumentou para 17% até abril de 2009.

    Desde 1995, todas as regiões do mundo têm mostrado progresso em promover o equilíbrio de gênero nos parlamentos nacionais. Em todas as sub-regiões da África e em quatro de cinco sub-regiões da Ásia, a proporção de mulheres no parlamento dobrou ou mais que sobrou. A maioria dessas sub-regiões tinha em 1996 menos de 10% de integrantes mulheres. A exceção é a Ásia Ocidental, onde a representação feminina aumentou de um nível muito baixo – 4% em 1995 – para cerca de 9%. O sul da Ásia teve uma melhora particularmente notável, devido a intervenção dos governos que através da legislação adotaram medidas como adoção de cotas e reserva de cadeiras. Quatro dos nove países da sub-região adotaram a política de cotas: Afeganistão, Bangladesh, Nepal e Paquistão.

    A Europa Ocidental tem a maior representação, mais de 29%. Na África do Sul, no Sudeste Asiático, na América do Sul e outras regiões desenvolvidas fora da África, a representação feminina alcançou ao menos 20%.

    Em apenas 23 países as mulheres têm participação expressiva – mais de 30% das cadeiras – no parlamento, nas câmaras baixas ou em países de câmara única. O número ainda é baixo, mas expressivo se comparado à marca de 1995: apenas cinco países.

    Os países que atingiram a marca dos 30% estão bem distribuídos no espectro do desenvolvimento: nove deles estão na Europa Ocidental e sete na África Subsaariana. A maior proporção do mundo foi registrada em Ruanda, que realizou eleições em 2008. O país se tornou o primeiro da história a atingir o equilíbrio de gênero no parlamento nacional (56% - um aumento significativo comparado aos 17% de 1995). O motivo apontado pelo relatório da ONU são os esforços para promover o equilíbrio de gênero durante a reconstrução do país após a guerra e também o fato de que a maioria dos sobreviventes foram mulheres.

    Além da Ruanda, outros sete países registram ao menos 40% de mulheres no parlamento: Argentina, Cuba, Finlândia, Islândia, Holanda, África do Sul e Suécia.

    No oposto da inclusão, em 2009 seis países ainda não tinham nenhuma mulher no parlamento: Belize, Estados Federados da Micronésia, Omã, Qatar, Arábia Saudita e as Ilhas Salomão.

    Na chefia dos parlamentos, em 2009, apenas 21 de 179 câmeras baixas ou únicas no mundo e 10 de 73 câmeras altas eram presididas por mulheres. A maior concentração foi encontrada em países desenvolvidos, onde 14 mulheres chegaram à presidência das câmaras alta, baixa ou única.


    Do UOL Notícias  em 20/10/2010
    Em São Paulo

    Serys afirma que representação feminina no Congresso não aumentou nas últimas eleições

    Em discurso nesta terça-feira (19/10), a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) registrou que as eleições deste ano não contribuíram para o aumento da representação feminina na política brasileira. Ela lamentou o fato de o estado do Mato Grosso não ter elegido nenhuma mulher para o Congresso Nacional. Em outros estados, acrescentou Serys, o desempenho das mulheres candidatas também foi aquém do esperado.

    - A gente fala sempre das mulheres no trabalho, da discriminação contra as mulheres nos mais variados setores, inclusive na família. Muitas mulheres são discriminadas dentro da sua própria família, são humilhadas, menosprezadas, às vezes até sofrem agressões. No trabalho também, a discriminação ainda é bastante significativa, mas é a política o espaço mais difícil - afirmou.

    Serys afirmou que a presença feminina no Congresso permanecerá estável depois das eleições deste ano, com 56 parlamentares: 12 senadoras e 43 deputadas federais. Isso aconteceu mesmo com o aumento de 40% no número de mulheres candidatas em 2010, em relação às eleições de 2006. De acordo com a senadora, o Brasil caiu da 104º para a 106º posição na lista de países organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a presença de mulheres nos parlamentos.

    - Não podemos deixar isso acontecer e temos que nos mobilizar: mulher deve participar da política! Nós precisamos de mulheres participando da política do município, precisamos de mulheres vereadoras, de mulheres prefeitas, de mulheres vice-prefeitas, de mulheres que realmente mostrem a sua competência, a sua vontade, a sua determinação de fazer política - declarou.

    Serys também defendeu que o país promova, no próximo ano, uma assembleia constituinte com o objetivo de promover uma "profunda reforma política" com assuntos como financiamento público de campanha e voto em listas com alternância de gênero.

    Agência Senado

    Diretor do Diap lamenta redução da bancada feminina no Congresso




    Diretor do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Antônio Augusto de Queiroz, lamenta a diminuição da Bancada Feminina no Congresso e ressalta que o fato de duas mulheres concorrerem a Presidência da república não foi suficiente para mudar esse quadro.
    Já a professora Maria do Socorro Souza Braga, da Universidade Federal de São Paulo, acha que a queda não foi significativa e que a obrigatoriedade dos partidos reservarem  30% das vagas para disputa das mulheres não basta.
    “...ela ajuda porque é uma regra que leva os partidos a reservarem  esse espaço para as mulheres. Mas só isso não adianta, é preciso que esses partidos tenha estratégia da organização das mulheres ...”

    Áudio: Rádio Câmara em 06/10/2010

    18 de outubro de 2010

    Conheça a história do voto no Brasil

    Foto/Divulgação
    A história do voto no Brasil começou 32 anos após Cabral ter desembarcado no País. Foi no dia 23 de janeiro de 1532 que os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa - São Vicente, em São Paulo - foram às urnas para eleger o Conselho Municipal.
    A votação foi indireta: o povo elegeu seis representantes, que, em seguida, escolheu os oficiais do conselho. Era proibida a presença de autoridades do Reino nos locais de votação, para evitar que os eleitores fossem intimidados. 
    As eleições eram orientadas por uma legislação de Portugal - o Livro das Ordenações, elaborado em 1603.
    Somente em 1821 as pessoas deixaram de votar apenas em âmbito municipal. Na falta de uma lei eleitoral nacional, foram observados os dispositivos da Constituição Espanhola para eleger 72 representantes junto à corte portuguesa. Os eleitores eram os homens livres e, diferentemente de outras épocas da história do Brasil, os analfabetos também podiam votar. Os partidos políticos não existiam e o voto não era secreto.
    Publicação: Agência Câmara

    16 de outubro de 2010

    Eleição e política – divergência conceitual

    Estamos vivendo mais um processo de eleições no Brasil, onde elegeremos nossos representantes para o Poder Executivo e para o Poder Legislativo. O processo eleitoral é um momento ímpar que todos nós  temos para gerar mudanças no sistema político e na gestão do Estado Brasileiro, elegendo pessoas  comprometidas com a justiça social, a liberdade e a democracia e com a construção de um mundo melhor.
    A ideia de política hoje está muito desgastada, sendo desvalorizada por inúmeros escândalos.  Para muitos a visão da política está associada apenas aos partidos políticos, aos processos eleitorais e as gestões governamentais. E devido aos altos índices de corrupção nesses espaços, tendem a qualificá-la como próprio sinônimo de corrupção.
    No entanto política diz respeito à interação necessária entre outros os serumanos para uma vida em grupo. E, acima de tudo, é uma atividade conflitante, na medida em que ela se faz pela disputa de idéias e de poder sobre quais são ou deverão ser os objetivos, sentidos e direção de determinada ação.   
    Fonte: cfema.org.br