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28 de dezembro de 2010

Não dá para obrigar mulher a ter filho, diz nova ministra

Iriny Lopes (PT/ES)
"Não vejo como obrigar alguém a ter um filho que ela não se sente em condições de ter. Ninguém defende o aborto, é respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar."

Essa é a posição pessoal declarada pela atual deputada federal pelo PT do Espírito Santo e futura ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, 54.

Iriny tem histórico de militante dos direitos humanos e sua declaração toca num dos pontos mais explorados durante a disputa eleitoral.

O tema consta em programa do PT do início do ano. A futura presidente Dilma Rousseff, porém, se disse contrária a mudanças na legislação -que prevê o aborto apenas em caso de estupro ou risco à saúde materna.

Em 2007, durante votação de uma resolução que incluía a descriminalização do aborto no 3º Congresso do PT, Iriny defendeu a proposta.


Indicada ministra, diz que a bola está com o Congresso e com a sociedade. "O governo precisa cumprir a legislação que está em vigor."

22 de dezembro de 2010

Dilma define a composição dos dois últimos Ministérios

Quase dois meses depois de eleita presidente da República, Dilma Rousseff concluiu nesta manhã (22/12) a composição dos ministérios do seu governo. Agora há pouco, por meio de nota divulgada no Centro Cultural Banco do Brasil – sede do governo de transição –, a petista anunciou os últimos dois: Ministério do Desenvolvimento Agrário, que será chefiado pelo deputado eleito Afonso Florence (PT-BA), e Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que será comandada pela deputada Iriny Lopes (PT-ES).

Agora, as 37 pastas estão preenchidas. No total, Dilma nomeou nove mulheres, o que representa 24% do total.Iriny Lopes (PT-ES) já era cotada para assumir a vaga. Ela integra a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e foi indicada, em março de 2005, a primeira mulher a presidir a comissão, com apoio dos movimentos sociais.

A deputada defende os direitos de comunidades tradicionais como índios, quilombolas e militantes de direitos humanos. Já o deputado eleito Afonso Florence desbancou a petista Lúcia Falcón no MDA. Ela é secretária do Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano de Sergipe e contava com o apoio dos governadores de Sergipe, Marcelo Deda (PT), e da Bahia, Jaques Wagner (PT).

Fonte: CorreioWeb

12 de novembro de 2010

Mulheres vão dar "um banho" no comando do País, afirma deputada do PT



BRASÍLIA - AGÊNCIA CONGRESSO - A deputada federal Iriny Lopes (PT/ES) se elegeu para o terceiro mandato na Câmara Federal. Em Vitória e Vila Velha, a petista obteve o maior número de votos - 15.791 mil e 10.769 mil, respectivamente.

Iriny falou à Agência Congresso sobre temas como a eleição da primeira mulher presidente do Brasil, como será o desempenho da bancada feminina no novo governo e a possiblilidade de assumir cargo no secretariado do governador eleito, Renato Casagrande (PSB).

AG.Congresso: O que significa a eleição de Dilma Rousseff para o Brasil?

Iriny Lopes: Abriu um novo momento para as mulheres no Brasil. Se olharmos a história da maioria dos países do mundo, podemos contar nos dedos o número de mulheres que ocuparam o cargo número 1.

Em todas essas experiências, a partir de ter uma mulher na presidência da República, todos os temas relativos as mulheres naqueles países, e no Brasil não será diferente, foram olhados de outra maneira, com muito mais respeito, com políticas públicas sociais e políticas de estado muito mais eficazes.

Diante da sociedade é um aprendizado - cai o tabu de que há uma diferença entre homens e mulheres. Existe muitas diferenças biológicas, mas o intelecto, a capacidade, a competência são exatamente iguais e a Dilma vai mostrar isso.

Esse desempenho terá uma repercussão sobre as futuras eleições - vereadoras, prefeitas, governadoras, deputadas e quem sabe, a continuidade da presença de mulheres na presidência da República.

AG.Congresso: Como a senhora acha que será o desempenho da bancada feminina neste governo, dirigido por uma mulher?

Iriny Lopes: A Dilma já se comprometeu a ter pelo menos 30% de mulheres na sua equipe de governo. Eu tenho certeza de que as mulheres vão dar "um banho", independente de partido, de qualquer coisa. Tenho certeza de que as mulheres que a Dilma está escolhendo, no momento certo ela irá fazer os convites e informar ao Brasil as mulheres que convidou. Eu tenho certeza que ela será criteriosa, que nós teremos mulheres brilhantes e competentes na equipe.

AG.Congresso: Vai assumir cargo no governo de Casagrande?

Iriny Lopes: Não há nenhum convite, não há nenhum debate sobre isso. Eu estou me preparando para assumir o meu mandato e conduzi-lo da melhor maneira possível, para honrar os votos que tive no Espírito Santo. Eu estou marcando data de planejamento, não há nenhum fato, não há nada que possa me estimular a pensar qualquer coisa em relação a isso.

AG.Congresso: E se surgisse algum convite?

Iriny Lopes: Se houver algum convite, obviamente, até por respeito ao nosso governador, eu vou analisar junto ao meu partido, junto aos movimentos sociais que ajudaram a me eleger e darei uma resposta, mas não estou me movimentando neste sentido - minha movimentação é de começar a fazer um planejamento do meu novo mandato ainda este ano, trabalhar as diretrizes, as metas, o foco e a estratégia do meu novo mandato.