16 de outubro de 2010
Duas mulheres decididas disputam o cargo de gestora maior da supremacia brasileira, a Presidência da República. Que é um marco na história do país não é nenhuma novidade.
No entanto, a trajetória de vida das candidatas em algum momento está entrelaçada por dois motivos: ambas são ou foram do Partido Trabalhista, e sobre tudo, estiveram sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, o então Presidente da República.
Mas o que dizer disso. Por que Lula escolheu à Dilma, ao invés de Marina? Por muito tempo esteve na mídia, e fora usado pela oposição, o fato de Dilma não ter tido nenhum cargo político, no sentido de ter sido eleita por voto direto. Ainda assim, é fato que experiência administrativa não lhe falta.
Luta desigual
Marina Silva, candidata pelo Partido Verde (PV), filiada ao Partido Trabalhista desde a sua estréia na vida política, deixa o partido em decorrência de descordância no conceito “de crescimento material a qualquer custo” em 2009.
Em 16 de maio deste ano, Marina lança a sua pré-candidatura à Presidência, anunciando como seu vice o empresário Guilherme Leal. Sua esperança inicial é que o país saia das eleições com um novo ‘acordo social’, que integre avanços dos governos passados e aponte para uma economia de sustentabilidade.
A candidata não fez acordos políticos nem coligações com objetivo de fortalecer a legenda partidária. Vai para a campanha livre de acordos pré-estabelecidos e de certo modo sozinha para enfrentar seus adversários políticos e a opinião pública, no intuito de conquistar e conscientizar o eleitor sobre a importância do meio ambiente e de suas propostas.
Questionada sobre como governaria sem alianças, Marina responde que as alianças poderão ser compostas após as eleições, assim, terá liberdade para expor seu plano de governo sem interferência ou pressão partidária. E ressalta que o apoio de outros partidos é fundamental para que haja governabilidade.
Já a candidata do PT, Dilma Rousseff, a princípio parece surgir do nada, como por encantamento. Isso porque a sua contribuição para o desenvolvimento do país é explicitamente técnica.
Em sua militância política, encontramos primeiramente a participação em grupos clandestinos de luta contra a ditadura e cumprimento de pena por subversão. Foi fundadora do Partido Democrático Trabalhista (PDT) do Rio Grande do Sul juntamente com seu ex-marido Carlos Araújo. E devido ao trabalho desenvolvido como Superintendente da Secretaria de Minas, Energia e Comunicação do RS, é que anos mais tarde filiada ao PT é convidada pelo Presidente Lula a ocupar a chefia da Casa Civil.
Por toda a sua experiência administrativa, não resta dúvida do seu preparo técnico para assumir o comando do país. O injusto nessa disputa, é o fato da candidata estar sendo resguardada pela influência do alto índice de aprovação pessoal de Lula, que chega a 81,7%, e de aprovação positiva de seu Governo que atingiu 71,4% na última série CNT/Sensus, além da utilização da máquina pública, que mesmo sendo ilegal (e imoral) é usada a largas escalas na campanha política da candidata petista.
Por: Renata Moreira
Fonte: Dilma13.com.br/ minhamarina.org.br / jusbrasil.com.br

